Lucro Presumido e Lucro Real: como escolher a melhor opção? Blog MG
lucro presumido e lucro real

A área tributária exige de constante adaptação das organizações, pois as decisões de taxações devem ser concretizadas anualmente pelos dirigentes empresariais. Atualmente, as opções mais comuns são o Lucro Presumido e Lucro Real, entretanto, deve-se pensar também na possibilidade de uso do Simples Nacional.

Após a escolha, a legislação não permite mudança da prática de atividade no mesmo ano de exercício. Ao optar por uma modalidade, a alternativa de outra só será possível no ano seguinte, portanto, deve-se cuidar a fim de não realizar uma escolha equivocada. Quer saber mais sobre o assunto? Continue a leitura!

Lucro Real

No Lucro Real, certas empresas são obrigatoriamente optantes, pois possuem rendimentos que as enquadram impreterivelmente.

O Imposto de Renda de Pessoa Jurídica e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido necessitarão ser calculados com base no Lucro Real. A base de cálculo da empresa não é o seu faturamento bruto, mas sim o lucro retirando as adições, as exclusões e as compensações. A consequência disso é o Lucro Real.

Outro importante detalhe desse regime tributário é que ele pode ser recolhido de duas formas: uma vez por ano ou trimestralmente — sendo que essa escolha fica a critério do administrador.

Lucro Presumido

No Lucro Presumido não se tributa sobre o Lucro Real da empresa. Nesse caso, o governo oferece uma tabela e, conforme a atividade empresarial, aparecem valores diferenciados para se achar a base de apuração. Enquanto no Lucro Real já existe o valor, no Lucro Presumido é preciso fazer uma previsão de qual deve ser o lucro da empresa para, a partir disso, computar a contribuição.

É possível obter esse percentual a partir da tabela das empresas do Lucro Presumido, variando em função da atividade praticada pela empresa. Somente depois de consultadas as tabelas é que devem ser utilizadas as alíquotas para IRPJ e para CSSL — sempre de acordo com o ramo de atividade do negócio.

Dicas para escolher a melhor opção

Confira, abaixo, algumas dicas para não errar na escolha!

1. Analise o tipo de empresa e se há alguma obrigatoriedade

As empresas que possuem receita bruta anual inferior a R$ 4,8 milhões podem fazer a opção pelo Simples Nacional. As que ultrapassam esse limite precisam escolher entre os regimes do Lucro Real ou do Lucro Presumido.

Devem seguir o regime de Lucro Real as empresas cuja receita no ano calendário anterior seja superior a R$ 78 milhões em qualquer ramo de atividade. Há casos de algumas companhias que, independentemente do seu faturamento, são obrigadas a adotar o regime tributário de Lucro Real, como:

  • bancos de investimentos;
  • caixas econômicas;
  • bancos de desenvolvimento
  • sociedades de financiamento e de investimento;
  • sociedades de crédito imobiliário;
  • sociedades de crédito;
  • bancos comerciais;
  • empresas que tiverem lucro, rendimento ou ganho de capital vindo do exterior.

2. Faça comparações

É preciso fazer cálculos com base nas tabelas disponibilizadas pelo governo para saber onde determinada empresa se enquadra, encontrar a base de cálculo e, então, calcular o valor dos impostos.

Esse processo é importante para verificar qual a opção que pode ser mais interessante para a organização — caso não haja obrigatoriedade de algum regime. De acordo com a legislação brasileira, existe a liberdade de o empresário escolher o sistema em que deseja enquadrar o seu negócio.

3. Contrate um profissional

É aconselhável contar com um profissional da área contábil para auxiliá-lo na decisão a ser tomada a fim de conhecer o melhor planejamento tributário para o seu negócio, as obrigações tributárias, jurídicas e fiscais. Assim, serão evitadas despesas com pagamento de tributos desnecessários e a escolha entre Lucro Presumido e Lucro Real será facilitada.

A escolha entre Lucro Presumido e Lucro Real não é simples e é muito importante para a vitalidade de uma empresa. Ao fazer a escolha, ela será vigente durante o período de um ano, requerendo assim muita cautela e atenção.

Gostou deste post? Aproveite a visita ao blog e leia o texto “O que é e qual é a importância do SINTEGRA para a empresa?”.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


Share This